A Oficina da Lente
Uma seção para quem quer examinar a lente em vez de olhar através dela.
Até aqui, este livro foi usado. A lente foi vestida, apontada para a vida e para o mundo, e o que importava era o que se via através dela. Aqui ela é aberta.
Esta seção é para o leitor que resiste antes de aceitar — que quer ver as junções, procurar as falhas, saber do que o instrumento é feito e onde ele racha. É onde estão as objeções mais duras contra a Fórmula 42, os casos que quase a derrubaram, o lugar em que ela não alcança e as formas de provar que ela está errada. Nada disso foi escondido do corpo do livro; foi guardado, para não interromper quem veio primeiro pela história — e porque objeções só fazem sentido depois que existe algo a objetar.
Um aviso sobre o que esperar: nada aqui é necessário para usar o guia. Quem leu os dezoito capítulos já tem o sistema inteiro nas mãos, e pode fechar o livro agora sem ter perdido nada de essencial. Mas talvez tudo aqui seja necessário para confiar nele. Um instrumento que nunca foi aberto é um instrumento em que se acredita; um que foi aberto, examinado e continuou de pé é um instrumento em que se confia. A diferença entre as duas coisas é o motivo desta Oficina existir.
O tom, daqui em diante, muda. Menos parábola, mais bisturi.